Opinião: Amy, uma estrela que não aguentou seu brilho

Por NINA RAMOS

RIO DE JANEIRO – É até maldade pensar que Amy Winehouse premeditou sua morte aos 27 anos. A idade da britânica se repete na história de lendas da música internacional como Jimmy Hendrix, Janis Joplin, Kurt Kobain e Jim Morrison. Será que ela já tinha isso em mente? Acordar dia 23 de julho de 2011, encher a cara de álcool, drogas e tudo mais e esperar a tal overdose tomar conta das manchetes mundo afora?

Amy era ingênua demais para isso. Seria, então, uma maldição de entidades superiores? Daí, já partimos para outro campo de discussão que prefiro evitar. O fato é que Amy vai fazer falta, sim. Os fãs, admiradores e até quem não curtia o trabalho da jovem podem até cair em cima com mensagens do tipo “era uma questão de tempo”, “ela buscou isso para si mesma”, “ela merece isso, com a vida que vivia”.

Mas não se pode negar o talento de Amy. A luta contra a dependência química é diária e muito árdua. Para uma pessoa se recuperar é preciso ser um leão e ter uma força de vontade sobrenatural. Amy pode até ter tentado seguir por esse caminho algumas vezes, mas era mais fraca (e talvez mais influenciável) que muita gente.

Quem conferiu sua apresentação na turnê pelo Brasil, em janeiro deste ano, se lembra de uma moça pequena, bem magra, “quicando” no palco. Quando alcançava alguma nota alta, ou fazia firula em determinada frase da canção, era ovacionada pelo público e parecia se intimidar com os aplausos. Assim como uma criança que se envergonha quando vira o centro das atenções.

Um fã que administra o Twitter de Martha Medeiros postou uma frase da escritora muito interessante e que define Amy, assim como tantas outras: “A diferença entre as divas e nós é que a vida delas está na vitrine, para nosso julgamento. Nossas dores ficam entre quatro paredes”.

Amy não tinha para onde correr com sua angústia. Nem a música, maior válvula de escape dos artistas, lhe completava mais. Ela estava esgotada da pressão, dos jornais, da família, dos palcos. Alguns poucos amigos tentavam mantê-la nos trilhos, mas após anos e anos escorregando era fácil demais cair de uma vez. E Amy morria aos poucos, aos olhos de todos…

Ela entra na história como uma estrela que não soube agüentar seu brilho. Talvez ela não tivesse noção do tamanho da sua qualidade vocal. Talvez ela não estivesse mesmo nem aí pra isso. Ela só queria beber uma cerveja, virar a noite louca, fazer amor com seu homem e desfilar suas sapatilhas de balé. E como twittou Ashton Kutcher, “may her troubled soul find peace”.

Fonte: msn.com.br

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